13 agosto 2009

Toque de recolher

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Limpar a casa, abrir as janelas, regar as plantas que o verão acreano está forte e seco com seus dias quentes de sol soberano e suas noites frias de estrelas cintilantes. Molhar o dedo na água do açude e erguer ao vento, pra sentir de que lado sopra. Ler o livro antigo. Gengibre limpa, cidreira acalma, tabaco tira reima.
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Ver, ouvir e calar. Desvencilhar-se do emaranhado rasteiro, bater os sapatos ao pé da escada, olhar para cima. Como as onças, reunir todos os músculos ao redor de um ponto no solo antes de saltar. Minguar com a minguante para depois renovar tudo num momento.
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Num momento, tudo.

12 comentários:

Ana Regina disse...

Mui belo Toinho...

Quanta inspi(mi)ração...
Dá a deixa pra gente pensar em outros títulos...conjugar novos verbos...por exemplo, "Tempo de prosiar poesiando!"

Anônimo disse...

No presente dá pensar no futuro cantando juntos:

Sol de Primavera
Beto Guedes

Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
a canção nós sabemos de cor
só nos resta aprender...

http://www.encantosepaixoes.com.br/musicaSetembro.htm

Lulih Rojanski disse...

Você me faz sentir saudade de um lugar que eu nem conheço...

sérgio de carvalho disse...

nesta noite quente me fez bem este toque de recolher

Anônimo disse...

Já tá na hora de mudar a música:

Novo Tempo - Ivan Lins

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça

Luelena disse...

Aqui faz muito frio. Depois de 11 anos o inverno foi muito rigoroso e contínuo, ao contário de outros anos. Mal vemos o sol brilhar em nossas vidas. Dias chuvosos, com muito frio. Ai, dá para doer os ossos... O humor das personas se alteram com dias cinzas e nublados, quando não há chuvas intensas por semanas seguidas... O jeito é se recolher no aconchego do lar de cada um com aquecedor ou embaixo de uma lareira. E tomar muito vinho. Mesmo assim preciso do sol acreano para me aquecer. Aquecer meu corpo e minha alma.
Beijos,
luciacreana.

Márcio Chocorosqui disse...

Pode ser que se tenha tudo num momento. Ou o momento nos deixa distante de tudo. É relativo. Depende de circunstância. Às vezes, o momento demora décadas. Outras, é inteiro num instante. Quando vai ser? Não sei. Mas será. Será?

Isaac Melo disse...

Caro Toinho,
visitar teu blog é sempre um momento de deslumbramento e encanto.

Quanta coisa bonita!

Um fraterno abraço!

Dona Sra. Urtigão disse...

Vinha por um dia difícil e assim, num click encontro o sol mostrando-se entre minhas nuvens.
Lindas palavras em frases e sentimentos. Por acaso.
Agradecida.

Anônimo disse...

Tá na hora de mudar a música:

Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido

Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...

Plínia Campos disse...

saudades... muito trabalho limpando a casa?

Ana Regina disse...

Ei Toinho!

Qdo é q termina esse toque de recolher hein???

Estamos também recolhidos "meio q pela força" ...

Abs