15 março 2009

Escassez nas cidades

espaço livre
tempo
água limpa
silêncio
olhar nos olhos
ar puro
horizonte
céu estrelado
verdade

5 comentários:

lucia helena disse...

Ainda que cada vez mais com escassez - vc tem razão - isso acontece principalmente nas metrópolis; pois agora do meu lar consigo olhar pela janela uma lua ainda dourada resplandecendo no céu em meio a uma pleiade de estrelas; vivo o dia-a dia no silêncio (que maravilha!); daqui consigo comtemplar uma paisagem verde que me cerca; durante o dia ouço o canto dos pássaros que me visitam para alimentá-los. Há verdade em minha vida; olhos nos sempre com as pessoas que encontro, vizinhos (poucos); colegas, irmãos e amigos. Sinto-me plena aqui na minha cidade que prima pela arte. Começo amanhã a assistir o Festival Nacional de Teatro com uma programção intensa e maravilhosa em quase 80 espaços culturais daqui. Vou quieta, ficarei quieta - encantada! E voltarei ouvindo o silêncio da noite. Minha vida em Curitiba é cheia de encantos - sem qualquer ufanismo. Existem cidades ainda que não engolem as pessoas e o mundo natural. Ou será que sou previlegiada? Só posso dizer que sou cotidianamente feliz em minha cidade, em meu lugar.(Não espalhe muito senão todos vão querer vir pra cá e ter também o seu canto e recanto aqui e o ritmo natural, com certeza, se romperá). Mas, fique sabendo que vc, meu amigo acreano, é meu convidado especial, a hora que quiser usufruir das belezas deste meu lugar, meu lar está à sua disposição. Se me encanto por minha cidade me encanto também pela beleza amazônica, vc sabe disso, considerando a cidade de Rio Branco meu segundo lugar. Adoro viver as diferenças culturais como uma das melhores riquezas do meu país. Já desejei que minhas cinzas fossem jogadas na floresta do teu lugar. mas, meus amigos daqui, disseram que não poderiam percorrer tanta distância, por isso já escolhi (mas só quando fizer cem anos) o Pico do Marumbi, na Serra do mar...(paranaense). Beijos, luciacreana (citadina, litorânica e florestânica).

Márcia Corrêa disse...

É... Por aqui (Macapá) já não tem mais espaço. O tempo oscila entre a impaciência do calor e a impertinência da chuva. Água limpa, nem mais nos rios, tão abusados de dejetos. O silênio desistiu e os olhares andam turvos, desconfiados... Mas, o ar que vem em forma de vento do Amazonas é canto de pureza e de esperança, tão farto e reconfortante que sopra até os mais presságios. No horizonte sempre as ilhas do vizinho Pará, espreitando a perda de nossa inocência, que se envergonha do céu ofuscado pelas luzes artificiais - quando há corte de energia ele renasce estrelado como num encanto. E a verdade... Bem, essa é matéria-prima rara, tão rara que se esconde dos predadores vorazes.

Márcia Corrêa disse...

Fico com uma raiva danada quando aperto a tecla errada. Ia escrever "maus presságios" e tasquei "mais presságios". Arg! O texto fica tropeçado, coitado. E manco.

Marisa disse...

liberdade...simplicidade...humildade...

Cesário disse...

queria eu viver o tempo.
onde teu olhar atento.
desvelou o haver.

saberia eu o sentido.
de um verdadeiro sorriso.
do gosto do viver.

olho meu céu embassado.
meu tempo apressado.
já nasci sem conhecer.

mas carrego em meu ser sonhador.
a mudança e o amor.
que é possivel trazer.